quarta-feira, 20 de junho de 2007

Hubble encontra Anel de Matéria Escura

O universo é cheio de mistérios. Um dos mais impressionantes tem a ver com a composição massiva-energética do universo observável. Como é de conhecimento geral, os objetos e os seres vivos que conhecemos são compostos de átomos. Também faz parte do saber usual que estes elementos não são tão indivisíveis como clama o próprio nome: átomos são feitos de prótons, nêutrons e elétrons. Por outro lado, não é tão conhecido que, no que consta os prótons e os nêutrons, estas partículas não são tão elementares assim, sendo constituídas de 3 quarks cada uma. Este sim, pelo menos por enquanto, consiste no paradigma fundamental microscópico da natureza: a matéria usual, tal como a conhecemos, é feita de quarks e elétrons. Isto é o que chamamos de matéria bariônica. Os quarks são o que chamamos de bárions e o elétron faz parte do grupo dos léptons, entre os quais temos igualmente o neutrino. Existem outras partículas elementares, mas deixemos isso para outra ocasião (ou para o Google responder). Todas essas partículas e suas interações são compreendidas num arcabouço teórico chamado de Modelo Padrão.

Tendo explicado o que entendemos por matéria bariônica, voltemos ao objetivo deste post que é falar sobre um outro tipo de matéria que está desafiando cientistas de todo mundo a explicá-la: a matéria escura (ME). A ME é o que chamamos de matéria não-bariônica e ela não pode ser compreendida em termos do Modelo Padrão. A foto que aparece acima foi tirada pelo telescópio Hubble e mostra o aglomerado de galáxias Cl 0024+17 que se encontra a cerca de 5 bilhões de anos luz da Terra e tem um diâmetro de 2,6 milhões de anos luz. Podemos perceber na imagem um anel escuro diante do fundo predominantemente azul do aglomerado (esta foto mostra apenas o espectro azul da imagem original). Este anel é uma das evidências mais fortes da existência de ME. O termo 'escura' vem do fato que tal tipo de matéria não brilha, isto é, não emite radiação eletromagnética detectável. Portanto, nós não podemos "ver" a ME, apenas coletar evidências indiretas de sua existência. Historicamente, a proposta da existência de ME vem do aparente desequilíbrio gravitacional calculado em certos aglomerados de galáxias. A distribuição de densidade destes algomerados seria insuficiente para torná-los estáveis gravitacionalmente, como observado. Outra maneira de detectar a presença da ME é atráves do efeito de lente gravitacional, fenômeno previsto pela relatividade geral no qual a luz das galáxias que estejam por trás da linha de visão do possível foco de ME é curvada pela densidade de matéria escondida aos nossos olhos. Em vista do modelo padrão, supõe-se que a ME seja composta de algum tipo desconhecido de partícula elementar. Atualmente existem alguns modelos de campos quânticos que prescindem a existência de novos tipos de partículas que podem explicar o que seria a ME.

A partir de estimativas cosmológicas e astronômicas podemos concluir que a densidade de matéria bariônica no universo é de apenas 4% do total da energia do universo! Além disso, existe outro mistério da cosmologia atual que é a chamada energia escura (que a priori não tem nada a ver com ME). A energia escura é uma suposição teórica necessária para explicar o fato que o universo está em expansão. Por fim, estas estimativas sugerem que 22% do universo seja composto de ME e que a esmagadora maioria (74%) seja composta de energia escura, algo ainda mais misterioso do que a ME. Entretanto, em termos de quantidade de informação física armazenada e conseqüente importância para a dinâmica geral do universo, a energia escura contém muito menos informação física relevante do que os 30% de matéria que o compõe. Mas, enfim, isto já é outra história...

Fonte: Nasa (http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2007/17/)

domingo, 10 de junho de 2007

Cientistas conseguiram filmar um elétron em movimento

Os pesquisadores da Universidade Brown, Estados Unidos, Humphrey Maris e Wei Guo, conseguiram fazer o que parecia impossível: filmar um elétron e em movimento. Bem que não foi literalmente o elétron, com vocês perceberão adiante.

Vejam o que eles disseram:
"Nós ficamos impressionados quando vimos um elétron se movendo ao longo da tela," conta Maris. "Mas, depois que tivemos a idéia, realizá-la foi surpreendentemente fácil."

Bom, vamos ao que interessa, a explicação e o método:


Um elétron livre repele os átomos ao seu redor, criando um pequeno espaço - uma bolha - ao redor de si mesmo. Nos líquidos convencionais, a bolha permanece minúscula porque a tensão superficial age em oposição à força repulsiva do elétron.

Já o hélio superfluido tem uma tensão superficial muito pequena, permitindo que a bolha fique grande. As duas forças opostas se equilibram quando a bolha alcança um diâmetro de cerca de 40 angstrons - 1 angstrom equivale a 0,1 nanômetro, ou 10-10 metros. Essa é mais ou menos a dimensão de um átomo e milhares de vezes menor do que o comprimento de onda da luz visível, o que torna impossível uma filmagem direta.

Os cientistas então utilizam um transdutor planar - um alto-falante que emite ondas sonoras planas, não focalizadas - para golpear a bolha inteira com ondas sonoras. Quando cada onda atinge o bolha do elétron, ela alternadamente aumenta e diminui a pressão ao seu redor.
Quando a pressão é negativa, a bolha se expande até atingir cerca de 8 micrômetros - quase do tamanho de um grão de areia. Ela retorna ao seu tamanho original assim que é atingida pela próxima onda sonora.

Utilizando uma luz estroboscópica, sincronizada com o pulso de ondas sonoras, foi possível iluminar as bolhas em seu ponto máximo sem gerar aquecimento na câmara de hélio super-frio. Aí foi só fotografar as bolhas. Tendo coletado mais de 2.000 fotografias, os cientistas conseguiram fazer um verdadeiro filme dos elétrons se movimentando ao longo do hélio líquido.

Fonte: Inovação Tecnológica
Veja a reportagem no site da Brown University

terça-feira, 29 de maio de 2007

Ministro Japonês se suicida

O ministro da agricultura japonês, Toshikatsu Matsuoka, envolvido em escândalos de corrupção, se enforcou com uma correia de cachorro na porta da sala em sua casa oficial. O ministro, de 62 anos de idade, se matou depois de uma sessão no parlamento japonês, o Dieta, na qual deveria apresentar explicações para as acusações feitas contra ele.
Õ se essa moda pega aqui no Brasil heim!?

Para ver a reportagem completa: click aqui

domingo, 27 de maio de 2007

Aquecimento Global

Quando olhava um mapa esses dias, lembrei-me de que quando era criança e olhava numa revista uma estimativa do mapa para o estado da Flórida no ano 2100. Quase metade do território que existe atualmente seria coberto por água devido ao derretimento das geleiras consequente do aquecimento global. Fiquei chocado com aquilo como muitas crianças ficam impressionadas com esses assuntos de ordem apocalíptica.

Era uma Globo Ciência de 1993. Na verdade, as previsões catastróficas do aquecimento global vêm sendo divulgadas desde a década de 70. No final do ano passado, encontrei no Gabeira.com um debate sobre a necessidade de focar atenção em alguma figura de poder visual para fixar melhor o problema na cabeça pessoas. A exemplo do buraco na camada de ozônio, pois figura de um "buraco no céu" possuía um raro apelo visual que acabou por diminuir a emissão de CFC na atmosfera. Uma possibilidade para o caso do aquecimento (um rascunho na verdade) seria a imagem do planeta dentro de um forno.

O que isso mostra na verdade era um processo que já vinha se desenrolando a anos de se colocar como prioridade na pauta da humanidade a questão do aquecimento. O boom só aconteceu mesmo na forma tradicional de acontecer: quando não tinha mais jeito. O consenso de que o problema é irreversível acabou por sensibilizar Bush e companhia. Mas vamos ver onde vai dar. E torcer para que não vire mais um modismo sem atitudes concretas.

Fica a velha lição: se tirar um pouquinho antes, o problema é evitado. Como o leite derramado, por exemplo.

domingo, 13 de maio de 2007

Microsoft negocia união com Yahoo

Falar em guerra de gigantes, a Microsoft está tentando de todas as maneiras unir-se com a Yahoo. Tudo esse esforço para deter o crescimento desenfreado da Google.
A Microsoft e a Yahoo estão conversando desde que a Google entrou no cenário das empresas gigantes. Mas nos últimos meses a Microsoft está sendo mais incisiva (audaciosa), tendo em vista os sintomas de gigantismo da Google. Recentemente a Google derrotou propostas da Microsoft e da Yahoo na compra da DoubleClick. Veja os posts "Google ultrapassa Microsoft em número de acessos", "Google, a marca mais valiosa do mundo", "A Google mais Gigante".

O New York Post estima que a tomada do controle da Yahoo é cerca de 50 bilhões de dólares (só isso! :D).

Para saber mais: Reuters.